O mangá (português brasileiro) ou manga (português europeu) (em japonês:漫画 manga?, lit. “história em quadrinhos”), é a palavra usada para designar história em quadrinhos (português brasileiro) ou banda desenhada (português europeu) feita no estilo japonês. No Japão, o termo designa quaisquer histórias em quadrinhos.
Vários mangás dão origem a animes para exibição na televisão, em vídeo ou em cinemas, mas também há o processo inverso em que os animes tornam-se uma edição impressa de história em sequência ou de ilustrações.
A palavra pode ser escrita, em japonês, das seguintes formas: kanji (漫画?), hiragana (まんが?), katakana (マンガ?) e romaji (manga).
No Japão, pessoas de todas as idades leem mangás. A mídia inclui obras em uma ampla gama de gêneros: ação-aventura, negócios e comércio, comédia, detetive, drama histórico, horror, mistério, romance, ficção científica e fantasia, sexualidade, esportes e jogos e suspense, entre outros.
Muitos mangás são traduzidos para outras línguas. Desde a década de 1950, o mangá se tornou uma parte importante da indústria editorial japonesa, representando um mercado de ¥ 406 bilhões no Japão em 2007 (aproximadamente US $ 3,6 bilhões) e 420 bilhões de ienes (aproximadamente US $ 5,5 bilhões) em 2009. O mangá também ganhou um público mundial significativo. Na Europa e no Oriente Médio, o mercado valia US $ 250 milhões em 2012. Em 2008, nos Estados Unidos e no Canadá, o mercado de mangá foi avaliado em US$ 175 milhões. Mangá representam 38% do mercado francês de quadrinhos, quase 260 milhões de euros, o que equivale aproximadamente a dez vezes ao dos Estados Unidos. As histórias de mangás são tipicamente impressas em preto e branco, embora existam mangás coloridos (por exemplo, Colorful). No Japão, o mangá é geralmente publicado em grandes revistas de mangás, muitas vezes contendo muitas histórias, cada uma apresentada em um único capítulo a ser continuado na próxima edição. Se a série for bem sucedida, os capítulos podem ser republicados em volumes encadernados no formato tankohon, freqüentemente, mas não exclusivamente, no formato de bolso. Um artista de mangá (chamado de mangaká em japonês) normalmente trabalha com alguns assistentes em um pequeno estúdio e está associado a um editor criativo de uma editora. Se uma série de mangá é popular o suficiente, pode ganhar uma versão animada ou live-action, mesmo durante a sua publicação. Às vezes, o mangá é baseado em filmes live-action ou animados já existentes.
Os kanjis da palavra mangá de Shiki no Yukika (1798) por Santō Kyōden e Kitao Shigemasa.
Página extraída de Hokusai Manga vol. 6, técnicas de autodefesa.
Os kanjis que são usados para escrever a palavra mangá em japonês pode ser traduzido como "desenhos irresponsáveis" Surgido originalmente no século XVIII, era usado na pintura chinesa conhecida como sumi-ê, a palavra foi usada pela primeira vez no Japão no final do século XVIII, com a publicação de obras como Shiji no yukikai (1798) de Santō Kyōden, e no início do século XIX, em obras como Manga Hyakujo de Aikawa Minwa (1814) e os célebres livros Hokusai Manga (1814-1834) contendo desenhos variados a partir de esboços do famoso artista de ukiyo-e Katsushika Hokusai. Rakuten Kitazawa (1876-1955) usou pela primeira vez a palavra "mangá" no sentido moderno.Outros termos usados para indicar quadrinhos no Japão eram toba-e (鳥羽絵 lit. imagens Toba?) (inspirado nas obras de Toba Sōjō, artista do século XI) e ponchi-e (derivado da popular revista inglesa Punch).
Em japonês, "mangá" refere-se a quadrinhos e animação. Entre os ocidentais, "mangá" tem o significado mais estrito de "quadrinhos japoneses", em paralelo ao uso de "anime" dentro e fora do Japão. O termo ani-mangá é usado para descrever os quadrinhos produzidos a partir de cenas de animação.
Características
O sentido de leitura de um mangá japonês
Exemplo de arte no estilo mangá moderno
Vasos sanguíneos e gota são usadas para expressar raiva
Exemplo de uso de linhas de movimento
A ordem de leitura de um mangá japonês é a inversa da ocidental, ou seja, inicia-se da capa do livro com a brochura à sua direita (correspondendo a contracapa ocidental), sendo a leitura das páginas feita da direita para a esquerda.
Scott McCloud observa, por exemplo, a presença do que ele chama de efeito de máscara, ou seja, a combinação gráfica de um personagens de quadrinhos com um ambiente realista, como também acontece na linha clara franco-belga. No entanto, nos mangás, podem ser desenhados de forma mais realista ou os personagens ou os objetos (este último quando se quer indicar certos detalhes).
Metáforas visuais são usadas para simbolizar o estado emocional ou físico de um protagonista. Os personagens têm, frequentemente,olhos grandes , o que reforça a expressividade do rosto. A surpresa é muitas vezes traduzido pela queda do personagem. Os olhos grandes tem sua origem em capas de revistas shoujo de Junichi Nakahara e na influência da Walt Disney Pictures no estilo de Osamu Tezuka. No mangá, é comum o uso de numerosas linhas paralelas para representar o movimento.
Uma outra característica a salientar é que a maioria dos personagens muitas vezes têm características ocidentais, como cabelos coloridos, mesmo que os personagens sejam de nacionalidade japonesa, as cores distintas podem ser usadas para definir a personalidade de cada personagens.
História
Diagrama de um emakimono.
Sapos lutando sumô no primeiro rolo de Chōjū-giga
Os mangás têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.), com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os emakimono (絵巻物?) ou emakis. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. O primeiro desses emakimono, o Ingá Kyô, é a cópia de uma obra chinesa e separa nitidamente o texto da pintura. A partir da metade do século XII, surgem os primeiros emakimono com estilo japonês. O Genji Monogatari (源氏物語?) é o exemplar de emakimono mais antigo conservado, sendo o mais famoso o Chōjū-giga (鳥獣戯画?), atribuído ao bonzo Toba Sōjō, também conhecido como Kakuyū e preservado no templo de Kozangi em Kyoto. Nesses últimos surgem, diversas vezes, textos explicativos após longas cenas de pintura. Essa prevalência da imagem assegurando sozinha a narração é hoje uma das características mais importantes dos mangás.
Exemplo de kibyoshi
No período Edo, em que os rolos são substituídos por livros, as estampas eram inicialmente destinadas à ilustração de romances e poesias, mas rapidamente surgem livros para ver em oposição aos livros para ler, antes do nascimento da estampa independente com uma única ilustração: o ukiyo-ê no século XVI.
Adam L. Kern sugere que os kibyoshis (黄表紙?), livros ilustrados do final do século XVIII, podem ter sido os primeiros quadrinhos do mundo. Essas narrativas gráficas compartilham temas cômicos, satíricos e românticos do mangá moderno. Embora Kern não acredite que o kibyoshi fosse um precursor direto do mangá, para Kern a existência de kibyoshi, no entanto, aponta para uma disposição japonesa para misturar palavras e imagens em um popular meio de contar histórias. Ainda no século XVIII, Shimoboku Ooka criou o toba-e (鳥羽絵 lit. imagens Toba?), ilustrações humorísticas inspiradas nas obras de Toba Sōjō.
edição de abril de 1883 da revista satírica The Japan Punch, por Charles Wirgman.
Comparação de artes de Charles Wirgman (acima) e Kotaro Nagahara (abaixo), em 1897.
Tagosaku to Mokube no Tōkyō Kenbutsu,Viagem a Tóquio de Tagosaku e Mokube (田吾作と杢兵衛の東京見物 'Tagosaku to Mokube no Tokyo Kenbutsu'?)
Capa da primeira edição da revista Shoujo Sekai, 1905
A partir de meados do séulo XIX, o humor gráfico europeu chega ao Japão através de cartunistas desse continente. Charles Wirgman foi um cartunista britânico que exerceu muita influência sobre o futuro dos mangás. Este cartunista chega em Yokohama em 1861 e no ano seguinte ele criou um jornal satírico, o The Japan Punch, onde publicou até 1887, muitos de seus desenhos traziam balões de diálogos. Ele ensinou técnicas ocidentais de desenho e pintura para um grande número de artistas japoneses como Takahashi Yuichi.
Em 1877 foi publicado o primeiro livro infantil estrangeiro: Max und Moritz do alemão Wilhelm Busch, obra considerada umas das precursoras dos quadrinhos.
Influenciados pela The Japan Punch de Wirgman, Kanagaki Robun e Kawanabe Kyosai criaram a primeira revista de mangá em 1874: Eshinbun Nipponchi. Eshinbun Nipponchi tinha um estilo muito simples de desenhos e não se tornou popular. Eshinbun Nipponchi terminou depois de três edições. A revista Kisho Shimbun lançada em 1875 foi inspirado por Eshinbun Nipponchi, que foi seguido por MaruMaru Chinbun em 1877, e em seguida Garakuta Chinpo em 1879.
Capa da sexta edição da revista Tôbaé
Em 1882, um outro europeu chega ao país, Georges Ferdinand Bigot que ensinou arte na escola militar e em 1887, fundou a revista satírica Tôbaé.
Shōnen Sekai foi a primeira revista shōnen criada em 1895 por Iwaya Sazanami, um famoso escritor de japonês de literatura infantil. Shōnen Sekai teve uma forte ênfase sobre a Primeira Guerra Sino-Japonesa. Nesse período, os mangás ficaram conhecidos como Ponchi-ê (abreviação de Punch-picture, ou imagem Punch).
A expansão de técnicas europeias resultou em uma lenta, mas segura produção de artistas nativos japoneses como Kiyochika Kayashi, Takeo Nagamatsu, Ippei Okamoto, Ichiro Suzuki e, especialmente, Rakuten Kitazawa, cujo mangá Tagosaku to Mokube no Tokyo Kenbutsu (田吾作と杢兵衛の東京見物?) (1902) é considerado o primeira mangá no seu sentido moderno. Kitazawa foi influenciado por quadrinhos norte-americanas como Katzenjammer Kids, Yellow Kid, e os trabalhos de Frederick Burr Opper.
Em 1905, Kitazawa criou sua primeira revista Tokyo Pakku, nome influenciado pela revista americana Puck, no mesmo ano, lança Shoujo Sekai, uma versão feminina da Shōnen Sekai, considerada a primeira revista shoujo e a Shonen Pakku, que é considerado revista de mangás para as crianças (kodomo). As revistas para crianças estava em estágio inicial de desenvolvimento período Meiji. Shōnen Pakku foi influenciado por revistas estrangeiras para crianças, como Puck,que um funcionário da Jitsugyō no Nihon viu e decidiu imitar. Em 1924, Kodomo Pakku foi lançado como outra revista de mangá infantil depois de Shōnen Pakku . Durante o boom, Poten (derivado do francês "potin") foi publicada em 1908. Todas as páginas eram coloridas com influências de Tokyo Pakku e Osaka Puck . Desconhece-se se houve mais edições além da primeira. Kodomo Pakku foi lançada em maio de 1924 por Tokyosha e apresentou arte de alta qualidade por muitos membros da arte do mangá como Takei Takeo, Takehisa Yumeji e Aso Yutaka. Alguns dos mangás apresentaram balões de diálogo, onde outros mangás das eras anteriores não usavam balões de fala e eram mudos.
Ippei Okamoto
Em 1912, Ippei Okamoto começa a colaborar como cartunista o jornal Asahi Shinbun, ele é responsável pela publicação das tiras americanas Mutt e Jeff de Bud Fisher e Bringing up Father (Pafúncio e Marocas, no Brasil) de George McManus.
Em 1923, Katsuichi Kabashima desenha a tira Shōchan no bōken (正チヤンの冒険 lit. "As aventuras de Sho-chan"?), roteirizado por Oda Nobutsune para o jornal Asahi Graph.
Diversas séries comparáveis as de além-mar surgem nos jornais japoneses na década de 1930: Norakuro (1931), uma série antimilitarista de Tagawa Suiho, Speed Taro de Sako Shishido, e Boken Dankichi (1934) de Keizo Shimada, Nazo no kurōbaa (1934) de Katsuji Matsumoto. e Fuku-Chan (1936), de Ryuichi Yokohama, são alguns dos exemlos até a metade dos anos quarenta, quando toda a imprensa foi submetida à censura do governo, assim como todas as atividades culturais e artísticas. Entretanto, o governo japonês não hesitou em utilizar os quadrinhos para fins de propaganda.
Narrador de um kamishibai protagonizado por Ōgon Bat.
Na década de 1930, os kamishibai, os teatros de papel ambulante, se tornaram muito populares e são visto como derivados dos emakimonos. Personagens dos kamishibais como como Ōgon Bat e Príncipe Gamma (em japonês: ガンマ王子), são vistos como precursores dos chamados super-heróis, Ōgon Bat também seria adaptado em mangás, anime e filmes.
Publicado de maio de 1935 a janeiro de 1941, Manga no Kuni coincidiu com o período da Segunda Guerra Sino-Japonesa (1937-1945). Manga no Kuni apresentou informações sobre como se tornar um mangaká e em outras indústrias de quadrinhos em todo o mundo. Manga no Kuni mudou seu título para Sashie Manga Kenkyū em agosto de 1940.
Sob ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os mangakás, como os desenhistas são conhecidos, sofrem grande influência das histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande quantidade na imprensa cotidiana.
As raízes dos olhos arregalados comumente associados ao mangá remontam às ilustrações das revista shoujo durante o final do século XIX até o início do século XX. Os ilustradores mais importantes associados a esse estilo na época são Yumeji Takehisa e particularmente Jun'ichi Nakahara, que, influenciado por seu trabalho como criador de bonecas, frequentemente desenhava personagens femininos com grandes olhos na década de 1930. Isso teve uma influência significativa no início do mangá, particularmente mangá shōjo, evidente no trabalho de influentes artistas de mangá, como Makoto Takahashi e Riyoko Ikeda.
Em 1946, surge, o primeiro mangá feito por uma mulher, a tira Sazae-san de Machiko Hasegawa, publicada no jornal Asahi Shimbun. É então que um artista influenciado por Walt Disney, revoluciona esta forma de expressão e dá vida ao mangá moderno: Osamu Tezuka. As características faciais semelhantes às dos desenhos da Disney, onde olhos, boca, sobrancelhas e nariz são desenhados de maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos personagens tornaram sua produção possível. É ele quem introduz os movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de velocidade ou onomatopeias que se integram com a arte, destacando todas as ações que comportassem movimento, mas também, e acima de tudo, pela alternância de planos e de enquadramentos como os usados no cinema. As histórias ficaram mais longas e começaram a ser divididas em capítulos.
Nessa época, mangás eram bastante caros, começaram a surgir compilações em akahons ou akabons (赤本 livros vermelhos?), livros produzidos com papel mais barato e capa vermelha e do tamanho dos cartões postais (B6). A prática de kashihon ou kashibon (貸本?), aluguel de livros e revistas, começa a ser usada para mangás.
Capa da primeira edição da revista Shōnen Sunday (1959) com arte de Osamu Tezuka.
Comparação entre o estilo mangá tradicional (estilizado) e o gekigá (realista).
Em 1947, Fukujiro Yokoi lança "Fushigina Kuni no Putcha" (Putcha no País das Maravilhas), ambientada mil anos no futuro, a história apresenta o garoto Putcha e o um robô chamado Perii, que é comparado a Tetsuwan Atom (Astro Boy) de Tezuka, lançado em 1952, o autor viria a falecer em 1948, vítima de tuberculose.[60] Ainda em 1947, Tezuka publicou no formato akahon, um mangá escrito por Sakai Shichima, Shin Takarajima (A Nova Ilha do Tesouro), um título de grande de sucesso que chegou a vender 400 mil exemplares.
Osamu Tezuka produz através de seu próprio estúdio, o Mushi Production, a primeira série de animação para a televisão japonesa em 1963, a partir de uma de suas obras: Tetsuwan Atom (Astro Boy). Finalmente a passagem do papel para a televisão tornou-se comum e o aspecto comercial do mangá ganhou amplitude, mas Tezuka não se contentou com isso. Sua criatividade o levou a explorar diferentes gêneros — na sua maioria, os mangás tinham como público-alvo as crianças e jovens —, assim como a inventar outros, participando no aparecimento de mangás para adultos nos anos sessenta com os quais ele pôde abordar assuntos mais sérios e criar roteiros mais complexos. Ele também foi mentor de um número importante de mangakás como Fujiko & Fujio (dupla criadora de Doraemon), Akira "Leiji" Matsumoto, e Shotaro Ishinomori.
Assim, os mangás cresceram simultaneamente com seus leitores e diversificaram-se segundo o gosto de um público cada vez mais importante, tornando-se aceitos culturalmente. A edição de mangás representa hoje mais de um terço da tiragem e mais de um quarto dos rendimentos do mercado editorial em seu país de origem. Tornaram-se um verdadeiro fenômeno ao alcançar todas as classes sociais e todas as gerações graças ao seu preço baixo e a diversificação de seus temas. De fato, como espelho social, abordam todos os temas imagináveis: a vida escolar, a do trabalhador, os esportes, o amor, a guerra, o medo, séries tiradas da literatura japonesa e chinesa, a economia e as finanças, a história do Japão, a culinária e mesmo manuais de "como fazer", revelando assim suas funções pedagógicas.
Em 1957, Yoshihiro Tatsumi cunhou o termo gekigá (劇画? lit. figuras dramáticas) para definir seus mangás de temáticas adultas, com estilo mais realista, a revista Garo foi uma importante antologia gekigá avant-garde lançada em 1964 por Katsuichi Nagai, que foi responsável pela publicação de Kamui Den de Sanpei Shirato e por revelar vários novos autores, como resposta a revista, Osamu Tezuka lança em 1967, a revista COM, onde publicou Hi no Tori (Phoenix). o movimento gekigá daria origem a demográfia seinen.
Na década de 1970, mangás shoujo, escritos por mulheres, desenvolvidas por iniciativa do chamado 24年組 (Nijūyo-nen Gumi lit. grupo do ano 24?), integrado por Moto Hagio (Poe no ichizoku) e Keiko Takemiya (Kaze to ki no uta) então Riyoko Ikeda (Versailles no Bara), Suzue Miuchi (Glass no Kamen) e Yumiko Igarashi e Kyoko Mizuki (Candy Candy). Colocando as relações psicológicas dos personagens, os mangás shoujo se destacam dos mangás shōnen.
Informaçoes retiradas de midias da internet... qualquer semelhança de artigo creditado ao mesmo.

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